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Salário não é mais suficiente: o que realmente engaja profissionais hoje

Quando o propósito e o ambiente ganham mais importância que os incentivos financeiros o que é exigido das lideranças e da comunicação interna?


61% é o percentual de profissionais brasileiros que hoje se declaram desmotivados no trabalho, segundo a pesquisa Engaja S/A, índice nacional de engajamento realizado pela Flash, em parceria com a FGV EAESP em 2025. Por trás desse número, um custo silencioso e crescente: R$ 77 bilhões perdidos anualmente em produtividade e rotatividade.

O dado, por si só, já é preocupante. Mas o que a pesquisa revela em profundidade vai além do percentual: indica uma transformação estrutural na relação entre pessoas e trabalho, uma mudança que desafia gestores e líderes de RH repensarem suas abordagens.

O paradoxo do desengajamento: salários em alta, motivação em queda

A reação de muitas organizações diante de indicadores de desmotivação segue um roteiro conhecido: revisão salarial, ampliação de benefícios, novos programas de incentivo. São medidas legítimas e necessárias, mas insuficientes quando aplicadas de forma isolada.

A mesma pesquisa aponta que 44% dos profissionais já estão satisfeitos com seus salários e incentivos financeiros, o melhor índice em anos, ainda assim, o desengajamento continua avançando.

O que esse dado revela é que a insatisfação saiu do contracheque e foi morar para o propósito e significado na carreira.

Presenteísmo e a ausência silenciosa


Há um fenômeno que agrava ainda mais esse cenário e raramente aparece nos relatórios de absenteísmo: o presenteísmo. Dados da pesquisa indicam que 22% dos profissionais ativamente desengajados perdem mais de cinco horas de trabalho por dia simplesmente por falta de motivação.

Eles estão presentes. Mas não estão lá. É um custo que não aparece no ponto eletrônico, mas aparece de forma consistente nos resultados, na qualidade das entregas e no clima organizacional.

O que realmente move pessoas: significado e ambiente

A pesquisa é clara ao apontar as duas dimensões que mais impactaram o engajamento dos profissionais brasileiros: o significado do trabalho e um ambiente organizacional positivo. Ambas superaram, em poder de influência, qualquer incentivo de natureza financeira.

Isso não significa que remuneração não importa, importa, e muito. Significa que ela se tornou condição de entrada, não de permanência. O profissional de hoje não quer apenas um crachá. Ele quer entender o porquê do que faz, sentir que seu trabalho gera impacto e pertencer a um ambiente onde seja visto como pessoa, não como recurso.

Comunicação interna estratégica: o braço direito do RH nesse desafio

Diante desse cenário, trazer senso de pertencimento e engajar colaboradores tornou-se um dos maiores desafios das organizações. E é aqui que um endomarketing bem estruturado e estratégico deixa de ser uma ferramenta de apoio e passa a ser um ativo essencial para engajar e trazer senso de pertencimento aos colaboradores.

Não basta informar, é preciso pensar na comunicação interna de forma estratégica. As pessoas não se engajam em metas e indicadores abstratos. Elas se engajam em causas, em histórias, em impacto percebido.

A cultura organizacional não está só no manual de integração, mas também nos rituais que humanizam o cotidiano, nos momentos que celebram conquistas e nas práticas que tornam o dia a dia mais significativo. E o reconhecimento simbólico, muitas vezes subestimado, é tão poderoso quanto o financeiro: é o oxigênio do significado dentro das organizações.

Uma pergunta prática para refletir: hoje, o que chega ao seu time pela comunicação interna? As conquistas, os números alcançados, os impactos gerados para a sociedade estão sendo compartilhados? Cada colaborador sabe o papel que ocupa nessa história?

Entender o porquê, faz toda a diferença

Passamos mais tempo no trabalho do que com nossa família. Quando não entendemos o porquê do que fazemos, dificilmente estaremos inteiros naquilo que entregamos. O lucro sustentável é consequência de um ambiente onde o trabalho faz sentido.

 

Senso de pertencimento e propósito podem ser um bom norte para começar. Você detecta a falta de motivação no dia a dia da sua empresa?

Vamos conversar?

Se sua empresa enfrenta desafios de engajamento e comunicação interna, posso ajudar a construir uma estratégia que conecte pessoas ao propósito da organização de forma consistente, autêntica e mensurável. Marque seu horário!

 

Fonte: Pesquisa Engaja S/A (3ª Edição) — Índice Nacional de Engajamento, realizado pela Flash em parceria com a FGV EAESP. Publicado pela InfoMoney em outubro/2025

 
 
 

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